A Vida é sempre nova, sempre em constante movimento e isso sou eu, pois se eu vivo só posso ser a Vida.
Durante muitos anos carreguei um nome, uma tradição, fui ligado a isto ou àquilo, fui educado no devo não devo que desaguou no gosto não gosto e com esse peso todo tornei-me num morto-vivo.
Compreendo agora os que se suicidam, chegam a um dado ponto de seus percursos e o peso que carregam torna-se de tal forma insuportável que preferem acabar com essa dor da pior e mais trágica maneira, a fuga para a frente.
Só que sendo Vida desconhecem que não podem acabar consigo mesmos e no fundo do que eles se querem livrar é de toda a carga inútil que a memória carrega e isso não requer acabar com o corpo…
Viver Agora, no Presente é a mais simples forma de ser feliz, deitar todo o passado que a memória carrega ao lixo incluindo a tradição religiosa, politica ou clubista e sermos nós, a cada instante, a cada agora e então veremos sempre o novo, que somos nós mesmos.
Nós somos o sofrimento, a beleza, o amargo e o doce, o salgado e o insonso, a dor, a noite e o dia, nós somos cada instante que passa e assumi-lo acolhendo todos os momentos como fazendo parte daquilo que somos perceberemos quem somos, o que é Deus, o que é o amor, o que é a eternidade…
Não podemos esconder aquilo que É, a mente tenta distorce-lo, alterá-lo, modificá-lo…mas Ele está lá e esse Ele somos nós mesmos.
Porque havemos de fazer tudo para sermos um dia aquilo que não somos Agora?
Porque estamos sempre a fugir do presente?
Porque o Eu não gosta de viver no presente pois nesse estado o Eu não existe!
Dou um exemplo, em pleno acto sexual o Eu desaparece, não quer ser outra coisa ou estar noutro lugar porque Aqui e Agora ele não existe! E isso pode ser conseguido todos os instantes desde que estejamos conscientes desses mesmos instantes.
O Eu é a memória, é a mente com todo o seu peso e isso é um ruído imenso, agora imaginemos vários Eu tagarelando sobre seus conhecimentos, seus gostos, suas tradições…e a todo esse ruído chamamos nós de vida!
Claro que há a doença, os problemas que temos que enfrentar, sejam eles do tipo financeiro, familiar ou profissional, enfim há todo o conjunto de situações para serem vividas como parte da experiência necessária ao nosso percurso mas se tivermos o dom de acolher, seja qual for o problema, como uma bênção perceberemos que tudo é incluso, pois nós somos tudo.
O facto de tentarmos a exclusão para aquilo que achamos que não faz parte do que queremos cria uma distorção que se torna irreal, pois tudo, mas mesmo tudo o que nos acontece é apenas a expressão externa ou a materialização daquilo que nós na realidade somos ou projectamos desde dentro de nós, da consciência.
Tudo é incluso, nós somos soberanos, nós somos a Vida, criarmos Deus ou qualquer tipo de autoridade externa a nós é escondermo-nos daquilo que somos é mantermos no esquecimento de nossas consciências que os Criadores somos nós e que nada existe fora de nós. Claro que há gente muito bem-intencionada que deseja que essa ideia mental prevaleça para poderem continuar a dominar e a criar um rebanho de carneiros bem obedientes com os fins que temos visto!
Quem sou eu?
Não faço a menor ideia!
Passem bem,
Luís Franqueira
2 comentários:
Também gosto muito de ti, João... Estou presente, apesar de parecer ausente... FELIZ NATAL!!!
Há muito tempo que não escreves... Deves ter as tuas razões.
Sabes, João, não sei se se concebe a vida sem a existência de um Ser Superior, o Criador de Tudo! Sou um ser em evolução. E por isso me parece que o garnde problema é a ausência de sintonia com algo, com alguém... Não tem que ver com tradições, regras impostas e muito menos com preconceitos. Mas tudo acontece por uma razão. Tudo, mesmo que não esteja claro aos nossos sentidos, ao nosso saber. As leis do Universo, não as sei, mas sei que estamos aqui. Por uma razão. Que encontremos a nossa.
Enviar um comentário